Eles estão em todo o lado: voam pelos céus, rastejam pelo chão, escondem-se nas florestas, nadam em rios e até podem viver dentro das nossas casas. Os insetos são os verdadeiros mestres da adaptação, ocupando quase todos os habitats do planeta. Apesar do seu tamanho pequeno, a sua diversidade é gigantesca — estima-se que existam mais de 5 milhões de espécies, das quais cerca de 1 milhão já foram descritas pela ciência.
Neste artigo, vamos explorar os principais tipos de insetos, conhecer as suas características únicas e descobrir algumas das curiosidades mais fascinantes sobre estes seres. Afinal, eles não são apenas abundantes: desempenham funções vitais para a vida na Terra, como a polinização, a decomposição de matéria orgânica e até o equilíbrio de cadeias alimentares.
Prepare-se para uma viagem pelo mundo dos insetos, onde vamos revelar porque são considerados a classe animal mais diversa do planeta, quais os grupos mais comuns, os que nos beneficiam — e até aqueles que podem ser perigosos.
Resumo do conteúdo
O que são os Insetos?
Os insetos pertencem ao filo dos artrópodes, o mesmo grupo dos crustáceos, aranhas e escorpiões. Dentro deste vasto filo, fazem parte da classe Insecta, considerada a mais numerosa de todo o reino animal. Para serem classificados como insetos, estes organismos apresentam um conjunto de características muito específicas, que os distinguem de outros seres vivos.
Principais características dos insetos:
Corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdómen.
Antenas: geralmente um par, fundamentais para orientação, comunicação e perceção do ambiente.
Seis patas: três pares de patas articuladas ligadas ao tórax.
Asas: a maioria possui um ou dois pares, embora alguns insetos, como as pulgas, não voem.
Exoesqueleto de quitina: uma “armadura” que protege o corpo e impede a perda excessiva de água.
Outra característica marcante dos insetos é o seu ciclo de vida. Muitos passam por metamorfose completa, com fases distintas de ovo, larva, pupa e adulto (como acontece com as borboletas). Outros sofrem metamorfose incompleta, em que o inseto jovem já se assemelha ao adulto, mas em tamanho reduzido, como os gafanhotos.
Além disso, os insetos possuem uma variedade impressionante de adaptações: alguns desenvolveram asas transparentes que brilham ao sol, outros camuflam-se perfeitamente no ambiente, e há ainda os que produzem sons ou luz para comunicar. Esta diversidade explica como conseguiram colonizar quase todos os ambientes da Terra.
Quantos Tipos de Insetos Existem no Mundo?
Falar em insetos é falar de diversidade sem limites. Nenhum outro grupo animal possui tantas espécies conhecidas e ainda por descobrir. Hoje, os cientistas já descreveram cerca de 1 milhão de espécies de insetos, mas as estimativas apontam que o número real pode ultrapassar os 5 milhões. Isto significa que, para cada ser humano na Terra, podem existir mais de 200 milhões de insetos!
Porque são tão numerosos?
A resposta está na capacidade de adaptação. Ao longo de milhões de anos de evolução, os insetos colonizaram quase todos os ambientes:
Terrestres: desertos, florestas tropicais, montanhas geladas.
Aquáticos: lagos, rios, pântanos e até água salgada em zonas costeiras.
Urbanos: casas, jardins, plantações e até arranha-céus.
A sua morfologia simples mas eficaz, o ciclo de vida rápido e a capacidade de se alimentar de uma enorme variedade de recursos explicam porque conseguiram sobreviver a grandes mudanças climáticas e à extinção em massa que eliminou os dinossauros.
A diversidade dentro dos tipos de insetos
Entre os milhões de espécies existentes, encontramos insetos com características únicas:
Borboletas com asas coloridas que servem de camuflagem ou aviso para predadores.
Besouros com carapaças resistentes que os protegem de ataques.
Formigas e abelhas que vivem em sociedades altamente organizadas.
Gafanhotos e grilos que produzem sons característicos para comunicar.
Pirilampos que brilham na escuridão graças à bioluminescência.
Cada grupo desempenha um papel vital nos ecossistemas, seja polinizando plantas, servindo de alimento a outras espécies ou ajudando a decompor matéria orgânica.
Em resumo, os insetos são um motor invisível da natureza: estão em todo o lado e garantem o equilíbrio da vida no planeta.
Principais Tipos de Insetos
Os insetos formam uma classe incrivelmente diversa, mas para melhor os compreendermos, os cientistas agrupam-nos em categorias que refletem as suas principais características físicas e comportamentais. Vamos conhecer alguns dos tipos de insetos mais representativos e fascinantes.
Insetos Voadores
Os insetos voadores são, talvez, os mais visíveis no nosso dia a dia. As asas deram-lhes uma vantagem evolutiva única: a capacidade de explorar novos ambientes e escapar de predadores.
Borboletas: símbolos de transformação, passam por metamorfoses completas e exibem asas coloridas que ajudam na camuflagem ou atração.
Abelhas: polinizadoras incansáveis, vitais para a agricultura e para a reprodução de inúmeras plantas.
Moscas: muitas vezes indesejadas, mas desempenham papéis importantes como decompositoras.
Libélulas: caçadoras ágeis, com voo preciso e olhos compostos impressionantes.
Insetos Rastejantes
Sem asas ou com voo limitado, são especialistas em adaptar-se ao solo e aos ambientes urbanos.
Formigas: insetos sociais que vivem em colónias organizadas.
Baratas: resistentes e adaptáveis, conhecidas pela sua incrível capacidade de sobrevivência.
Besouros: com carapaças duras, são um dos grupos mais numerosos, com milhares de espécies.
Insetos Aquáticos
Nem todos os insetos vivem em terra firme. Muitos passam parte ou todo o ciclo de vida na água.
Escaravelhos aquáticos: excelentes nadadores, vivem em rios e lagoas.
Ninfas de libélulas: predadores aquáticos antes de emergirem como adultos voadores.
Efémeras: insetos delicados, com uma vida adulta muito curta.
Insetos Sociais
Alguns insetos desenvolveram sociedades tão complexas que rivalizam com a organização humana.
Abelhas: dividem funções entre rainha, obreiras e zangões.
Térmitas: especialistas em construir estruturas elaboradas.
Formigas: capazes de criar sistemas de comunicação e logística surpreendentes.
Insetos Solitários
Enquanto alguns prosperam em colónias, outros preferem viver sozinhos.
Louva-a-deus: predadores pacientes, conhecidos pela postura “de oração”.
Besouro-rinoceronte: impressiona pelo tamanho e pela força.
Percevejos: insetos discretos, alguns adaptados ao convívio com o ser humano.
Principais Tipos de Insetos
Classificação didática com exemplos e traços distintivos
Insetos Voadores
Asas (1–2 pares), grande mobilidade e papel-chave na polinização.
- Borboleta
- Abelha
- Mosca
- Libélula
Insetos Rastejantes
Sem voo ou voo limitado; carapaça resistente e grande adaptação ao solo.
- Formiga
- Barata
- Besouro
Insetos Aquáticos
Ciclo de vida total ou parcial na água; úteis como bioindicadores.
- Escaravelho aquático
- Ninfa de libélula
- Efémera
Insetos Sociais
Vivem em colónias com castas e comunicação química sofisticada.
- Abelha
- Térmita
- Formiga
Insetos Solitários
Vida independente; caça de emboscada e camuflagem frequentes.
- Louva-a-deus
- Besouro-rinoceronte
- Percevejo
Curiosidades Fascinantes Sobre os Insetos
Os insetos são um laboratório vivo de estratégias evolutivas. Quanto mais olhamos de perto, mais surpreendentes se tornam — da comunicação “dançada” das abelhas às “explosões” químicas dos besouros.
Metamorfose: a grande transformação
Muitos insetos passam por metamorfose completa (ovo → larva → pupa → adulto). Esta “divisão de tarefas” entre fases evita competição interna: a lagarta come folhas, a borboleta bebe néctar; cada fase tem dieta e função diferentes.
Pirilampos: luz feita em frio
Os pirilampos produzem luz através de bioluminescência, uma reação química altamente eficiente (quase sem perda de calor). Os padrões de brilho ajudam a atrair parceiros e a afugentar predadores.
Dança das abelhas
As abelhas comunicam a localização de flores com a “dança do abanar”. A direção da dança indica o rumo em relação ao sol; a duração sugere a distância. É um dos sistemas de comunicação animal mais estudados.
Besouro-bombardeiro: química em ação
O besouro-bombardeiro defende-se ao lançar um jato quente e irritante, produzido pela mistura explosiva de compostos dentro do abdómen. É um caso clássico de química defensiva na natureza.
Arquitetos sociais
Formigas e térmitas constroem estruturas com ventilação natural, túneis e câmaras para criar microclimas estáveis. Algumas espécies de formigas cultivam fungos como fonte de alimento — uma forma de “agricultura” impressionante.
Camuflagem e mimetismo
Louva-a-deus, bichos-pau e inúmeras borboletas usam camuflagem para se esconder de predadores. Outras espécies praticam mimetismo: imitam cores/formatos de espécies perigosas para não serem atacadas.
Caminhar sobre a água
Candelinhas (Gerridae) conseguem “patinar” na superfície da água graças à tensão superficial e a minúsculos pêlos hidrófobos nas patas que repelem o líquido.
Migrações épicas
As borboletas-monarca realizam migrações de milhares de quilómetros entre gerações. O fenómeno resulta de uma navegação multissensorial (posição do sol, campo magnético, odores).
Ritmos longos: cigarras periódicas
Algumas cigarras emergem em ciclos de 13 ou 17 anos. Estes números primos ajudam a evitar sincronias com predadores e a garantir explosões populacionais que saturam o apetite dos inimigos.
Força em miniatura
Muitos insetos levantam massas várias vezes superiores ao próprio peso (ex.: alguns besouros-rinoceronte). A explicação está na escala: quanto menor o animal, maior a relação força/peso devido à área de secção dos músculos vs. volume corporal.
Super sentidos
Olhos compostos com centenas de omatídeos captam movimentos rápidos.
Antenas detetam feromonas a grandes distâncias.
Alguns percevejos aquáticos sentem vibrações mínimas para localizar presas.
Serviços invisíveis à nossa volta
Polinização, controlo biológico de pragas, decomposição de matéria orgânica e aeração do solo: sem estes serviços dos insetos, ecossistemas e agricultura colapsariam rapidamente.
Importância dos Insetos para o Planeta
Os insetos representam o grupo mais diverso do reino animal e funcionam como pilares invisíveis da biodiversidade. Cada polinização realizada por uma abelha, cada folha triturada por uma lagarta e cada carcaça decomposta por um escaravelho são pequenas ações que, em conjunto, mantêm o equilíbrio dos ecossistemas. Sem esta presença constante, cadeias alimentares inteiras ruiriam e a vida, tal como a conhecemos, seria muito diferente.
Polinizadores e a Economia Sustentável
Grande parte da nossa alimentação depende da atividade dos insetos polinizadores. Frutas, legumes e até culturas como o café ou o cacau só existem em abundância porque insetos transportam pólen de flor em flor. O valor económico deste serviço natural é incalculável, mas vai muito além do dinheiro: está na base de uma economia sustentável, em que a agricultura depende menos de químicos artificiais e mais da manutenção de ecossistemas saudáveis.
Insetos como Inspiração para a Biotecnologia
O estudo das adaptações dos insetos tem alimentado a inovação em diversas áreas da ciência. A estrutura resistente de asas e carapaças inspirou novos materiais leves e duradouros; compostos químicos produzidos por besouros e formigas abriram caminho para antibióticos e pesticidas naturais; e até os sistemas de comunicação das abelhas foram usados como modelo em algoritmos de inteligência artificial. A biotecnologia vê nos insetos uma fonte inesgotável de soluções para problemas humanos.
Aliados na Luta Contra as Alterações Climáticas
O trabalho silencioso dos insetos também ajuda a enfrentar as alterações climáticas. Ao reciclarem nutrientes, melhorarem a estrutura dos solos e promoverem a regeneração de florestas, contribuem para a captura de carbono e para a resiliência dos ecossistemas face a fenómenos extremos. No entanto, são também vítimas diretas dessas mudanças: ondas de calor, perda de habitats e pesticidas reduzem populações a um ritmo alarmante, colocando em causa serviços ambientais vitais.
O Futuro Está nas Suas Asas
Proteger os insetos é investir na vida do planeta e no bem-estar humano. São eles que fertilizam campos, renovam florestas e nos oferecem pistas para inovações científicas. Perder esta riqueza seria hipotecar o futuro da biodiversidade e comprometer os alicerces de uma verdadeira economia sustentável.
Controlo biológico de pragas
Joaninhas, crisopas, vespas parasitóides e aranhas (não insetos, mas aliados) limitam populações de pragas.
Reduzem a necessidade de pesticidas, baixando custos e impactos ambientais.
Integram programas de Proteção Integrada nas culturas agrícolas.
Insetos Perigosos e a Sua Influência na Sociedade
Embora a maioria dos insetos desempenhe papéis essenciais e benéficos para o equilíbrio natural, alguns têm uma influência negativa direta na saúde humana, na agricultura e na economia. A sua capacidade de se reproduzirem rapidamente e de se adaptarem a novos ambientes torna-os, em certos casos, um desafio difícil de controlar.
Vetores de Doenças
Entre os insetos mais perigosos destacam-se os mosquitos, responsáveis pela transmissão de doenças como a malária, o dengue e o vírus Zika. Estima-se que milhões de pessoas sejam afetadas anualmente por enfermidades transmitidas por picadas de insetos. As pulgas, historicamente, tiveram também um papel devastador: foram as principais transmissoras da peste bubónica na Idade Média, uma das pandemias mais mortíferas da história.
Pragas Agrícolas
Muitos insetos tornam-se uma ameaça quando atacam culturas agrícolas. Gafanhotos, por exemplo, podem formar enxames gigantescos que devastam plantações inteiras em poucas horas, comprometendo a segurança alimentar de comunidades inteiras. Outros insetos, como as lagartas e besouros desfolhadores, causam perdas significativas em hortas, pomares e florestas. Estes episódios demonstram como pequenos organismos podem gerar grandes impactos económicos.
Impacto Urbano e Doméstico
Nas cidades, insetos como baratas, piolhos e percevejos são sinónimo de desconforto, falta de higiene e até problemas de saúde. Além do impacto físico, existe também um forte peso psicológico: a simples presença de alguns destes insetos é suficiente para gerar repulsa, medo ou ansiedade em muitas pessoas.
A Ameaça da Vespa Velutina
Nos últimos anos, Portugal tem registado a presença crescente da vespa velutina, também conhecida como vespa asiática. Esta espécie invasora representa uma séria ameaça para a apicultura, pois ataca colmeias e reduz populações de abelhas, fundamentais para a polinização e para a agricultura. Além disso, o seu veneno pode ser perigoso para o ser humano, sobretudo em casos de múltiplas picadas ou em pessoas com alergias.
👉 A presença de ninhos de vespa velutina deve ser sempre reportada à Proteção Civil, que dispõe de equipas especializadas para lidar com a situação de forma segura.
O Equilíbrio Entre o Útil e o Nocivo
É importante sublinhar que mesmo os insetos considerados perigosos fazem parte de cadeias ecológicas mais amplas. Mosquitos e moscas, por exemplo, são alimento essencial para aves, répteis e anfíbios. Assim, o desafio da sociedade moderna não é a eliminação total, mas sim a gestão equilibrada através de medidas de saúde pública, tecnologias de controlo biológico e o uso responsável de pesticidas.
Lições Para o Futuro
O impacto dos insetos perigosos na sociedade recorda-nos de que o ser humano não controla por completo a natureza. Doenças transmitidas por mosquitos, pragas agrícolas e espécies invasoras como a vespa velutina mostram a importância de investir em investigação, em sistemas de alerta precoce e em políticas de sustentabilidade agrícola. Aprender a viver com estes desafios é essencial para garantir segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em tempos de alterações climáticas e rápidas mudanças ambientais.
Tipos de Insetos em Portugal: Os Mais Comun
Portugal, com a sua diversidade de climas e habitats, desde as serras húmidas do Norte até às zonas áridas do Alentejo, alberga uma grande variedade de insetos. Muitos são nossos aliados silenciosos, outros causam desconforto, e alguns representam desafios ambientais sérios.
Polinizadores indispensáveis
Entre os mais emblemáticos estão as abelhas, verdadeiros pilares da agricultura e da biodiversidade. Também as borboletas, presentes em jardins e campos, contribuem para a polinização e são um dos símbolos mais coloridos da primavera portuguesa.
Insetos sociais e urbanos
As formigas são talvez os insetos mais visíveis no quotidiano. Comportam-se como autênticos engenheiros, construindo ninhos subterrâneos e organizando colónias complexas. Já as baratas, infelizmente comuns em ambientes urbanos, são associadas à falta de higiene e ao risco de transmissão de microrganismos.
Insetos agrícolas
Nos campos agrícolas encontramos aliados como as joaninhas, que se alimentam de pulgões, ajudando os agricultores a manter culturas saudáveis. Porém, também existem pragas, como as lagartas que atacam hortícolas e os gafanhotos, que em determinados anos podem aumentar em número e causar prejuízos significativos.
Espécies aquáticas
Nos rios e lagoas de Portugal são comuns ninfas de libélula, que mais tarde se transformam em caçadoras aéreas, e escaravelhos aquáticos, ambos importantes indicadores da qualidade da água.
Espécies invasoras e perigosas
Nos últimos anos, a já referida vespa velutina tornou-se um dos maiores desafios. Ameaça colmeias de abelhas e, pela sua agressividade, constitui também risco para pessoas. A presença de ninhos deve ser reportada à Proteção Civil, de modo a ser removida de forma segura.
Curiosidades da fauna portuguesa
Em algumas zonas costeiras encontram-se colónias de pirilampos, que iluminam as noites de verão.
O bicho-pau, mestre da camuflagem, também pode ser observado em matas e jardins.
Em áreas rurais é frequente ouvir o canto dos grilos, símbolo sonoro das noites quentes do sul do país.
O Futuro do Estudo dos Insetos
O futuro da entomologia será simultaneamente mais tecnológico e mais participativo. À medida que as populações de insetos enfrentam pressão de alterações climáticas, perda de habitat e poluição luminosa, conhecer melhor a sua dinâmica deixa de ser curiosidade científica para se tornar prioridade de conservação.
Ferramentas que estão a mudar o jogo
As próximas grandes descobertas virão da junção entre Inteligência Artificial e trabalho de campo. Câmaras e armadilhas automáticas já conseguem identificar espécies por imagem; sensores acústicos distinguem o “canto” de grilos e cigarras; e a análise de DNA ambiental (eDNA) deteta espécies a partir de vestígios de material genético em água ou solo. Drones e satélite ajudam a mapear florescimentos, corredores ecológicos e áreas degradadas, ligando o que vemos no terreno ao que acontece à escala da paisagem.
Ciência cidadã: milhões de olhos no terreno
Nunca foi tão fácil contribuir. Plataformas de registo fotográfico e de monitorização permitem que qualquer pessoa documente ocorrências, alimente bases de dados e apoie investigadores na deteção precoce de espécies invasoras ou na confirmação de períodos de voo e migração. Esta massa crítica de observações melhora modelos de distribuição, avalia impactos locais de seca ou ondas de calor e reforça decisões de gestão.
Agricultura e cidades amigas dos insetos
O desenho do território será decisivo. Rotação de culturas, sebes vivas, margens floridas, redução de pesticidas e proteção de solos aumentam polinizadores e inimigos naturais de pragas, favorecendo uma economia sustentável. Nas cidades, jardins com plantas autóctones, telhados verdes, gestão da luz artificial e “ilhas de refúgio” criam redes de micro-habitats que mantêm as populações ativas durante todo o ano.
Da biotecnologia às políticas públicas
A biotecnologia continuará a inspirar-se em asas, cutículas e química defensiva para criar materiais leves, adesivos bio-seguros e novas estratégias de controle de pragas com menor impacto ecológico. Em paralelo, políticas públicas eficazes — monitorização nacional, corredores de biodiversidade, metas de redução de poluição e incentivos a práticas agroecológicas — serão o colchão que permite que a inovação científica se traduza em resultados no terreno.
Educação: formar curiosidade, criar proteção
Sem literacia ecológica não há conservação duradoura. Programas escolares, museus e centros de ciência têm aqui um papel central: transformar o “bicho” em história, função e beleza, ligando crianças e famílias ao mundo natural e mostrando como os insetos sustentam alimentos, água e solos saudáveis.
Como podes contribuir hoje
Plantar espécies autóctones ricas em néctar e flores ao longo do ano.
Diminuir a iluminação exterior durante a noite ou usar luz morna e direcionada.
Evitar pesticidas de largo espectro e privilegiar proteção integrada.
Registar observações (incluindo vespa velutina) em plataformas de ciência cidadã e reportar ninhos à Proteção Civil.
Em suma: o futuro do estudo dos insetos será colaborativo e orientado para a ação. A tecnologia dá-nos olhos novos; a sociedade dá-nos alcance. Juntos, podemos garantir que estes pequenos gigantes continuam a sustentar a vida no planeta.
Citação Histórica sobre o Tipos de Insetos
“Em todas as coisas da natureza há algo de maravilhoso.”
Aristóteles (384–322 a.C.)
Tipos de Insetos: Conclusão
Os insetos, apesar do seu tamanho diminuto, revelam-se como verdadeiros gigantes na manutenção da vida na Terra. Desde os polinizadores que asseguram a nossa alimentação até aos decompositores que reciclam nutrientes e mantêm os solos férteis, cada um desempenha um papel insubstituível. A sua diversidade, fruto de milhões de anos de evolução, é um reflexo da biodiversidade que sustenta os ecossistemas.
No entanto, os desafios são cada vez maiores. As alterações climáticas, a perda de habitats e o uso excessivo de pesticidas ameaçam reduzir drasticamente populações inteiras. Proteger os insetos é, por isso, proteger não apenas a natureza, mas também a economia sustentável, a segurança alimentar e a qualidade de vida das próximas gerações.
Ao longo deste artigo explorámos os principais tipos de insetos, as suas curiosidades, a importância para o planeta e até as espécies perigosas que exigem vigilância. Mais do que simples criaturas, eles são peças fundamentais de um puzzle complexo que liga ciência, ambiente e sociedade.
👉 Se este tema despertou a sua curiosidade, continue a explorar outros artigos do Axómetro, onde ciência, história e cultura se encontram para nos ajudar a compreender melhor o mundo em que vivemos.
Assista ao vídeo sobre tipos de insetos👇
📚 Principais Referências Tipos de Insetos
National Geographic — Insects
(Fonte de referência internacional sobre biodiversidade e curiosidades do mundo dos insetos.)Encyclopedia of Life — Insecta
(Enciclopédia digital colaborativa sobre espécies, com artigos de especialistas e contributos científicos.)Buglife — The Invertebrate Conservation Trust
(Organização dedicada à proteção de insetos e outros invertebrados, com foco em conservação e biodiversidade.)Smithsonian Institution — Department of Entomology
(Instituição científica e museológica com forte tradição no estudo da entomologia e da diversidade de insetos.)Kew Gardens — Pollinators and Plants
(Artigos de investigação aplicada sobre polinizadores e o papel dos insetos na sustentabilidade ecológica e alimentar.)
❓FAQs - Perguntas Mais Frequentes sobre Tipos de insetos
Quantos tipos de insetos existem no mundo?
Estima-se que existam mais de 5 milhões de espécies de insetos, mas apenas cerca de 1 milhão foi descrito pela ciência. São, de longe, o grupo mais diverso do reino animal.
Qual é a importância dos insetos para a biodiversidade?
Os insetos são essenciais para a biodiversidade, pois polinizam plantas, servem de alimento a inúmeros animais, decompõem matéria orgânica e ajudam a manter os ecossistemas em equilíbrio.
Quais são os insetos mais comuns em Portugal?
Em Portugal encontramos facilmente abelhas, borboletas, formigas, joaninhas, grilos e pirilampos. Nos meios urbanos também são comuns baratas, mosquitos e percevejos.
Quais insetos são considerados perigosos?
Alguns insetos podem ser perigosos por transmitirem doenças (mosquitos, pulgas), por causarem prejuízos agrícolas (gafanhotos, lagartas) ou por serem invasores agressivos, como a vespa velutina, cuja presença deve ser reportada à Proteção Civil.
Os insetos estão em risco de extinção?
Sim. Diversos estudos mostram um declínio global de insetos devido a alterações climáticas, perda de habitat e uso de pesticidas. A sua redução ameaça a segurança alimentar e o equilíbrio ecológico.
O que é a metamorfose dos insetos?
A metamorfose é o processo de transformação que muitos insetos sofrem ao longo da vida. Pode ser completa (ovo → larva → pupa → adulto, como nas borboletas) ou incompleta (ovo → ninfa → adulto, como nos gafanhotos).
As baratas voam?
Depende da espécie. Algumas baratas possuem asas e conseguem voar curtas distâncias, mas muitas apenas planam ou raramente usam o voo. Em geral, preferem correr, já que são muito rápidas em solo firme.
Como podemos ajudar a proteger os insetos?
Plantar flores autóctones, reduzir pesticidas, evitar luz artificial excessiva à noite e participar em projetos de ciência cidadã são formas simples e eficazes de apoiar a conservação de insetos e da biodiversidade.




